O e-CNPJ vai acabar agora?

Não. As regras atuais preveem um período de transição até 2 de março de 2029. O ITI informa que, depois desse prazo, certificados de assinatura destinados à pessoa jurídica deixam de ser emitidos ou usados no modelo atual, enquanto a identificação da origem empresarial passa ao selo eletrônico.

Até a transição, empresas e sistemas continuam precisando observar as regras vigentes, a validade do certificado e a compatibilidade de cada aplicação. Não troque um produto necessário hoje com base apenas na data futura.

O que muda na lógica da ICP-Brasil?

Assinatura digital

Fica associada à pessoa física que manifesta vontade e assume a autoria do ato. Os novos perfis de assinatura são direcionados a pessoas físicas.

Selo eletrônico

É destinado à pessoa jurídica para comprovar a origem e a integridade de documentos ou processos eletrônicos, de forma semelhante a um carimbo organizacional.

Selo eletrônico não é assinatura da empresa

O selo demonstra que um documento, transação ou processo automatizado se originou de determinada organização e não foi alterado. Ele não representa, sozinho, manifestação de vontade para firmar um contrato ou acordo.

Quando um ato exigir vontade, responsabilidade ou autoria humana, a assinatura será realizada pela pessoa física competente. A definição do fluxo concreto dependerá da legislação do ato e da adaptação do sistema utilizado.

Quais empresas podem ser mais afetadas?

Emissão automatizada

Sistemas que hoje usam certificado PJ em grande volume precisarão avaliar o selo eletrônico e as futuras integrações.

Documentos fiscais

Emissores de documentos eletrônicos devem acompanhar as especificações do fisco e do fornecedor do software.

Contratos empresariais

Será necessário distinguir o selo de origem da assinatura da pessoa física autorizada a manifestar vontade.

Prestadores de software

Aplicações precisarão reconhecer os novos tipos, cadeias e propósitos definidos pela ICP-Brasil.

O que fazer entre 2026 e 2029

  1. Mantenha um inventário dos certificados PJ e dos sistemas que dependem deles.
  2. Registre a finalidade: autenticação, assinatura humana, emissão automática ou comprovação de origem.
  3. Pergunte aos fornecedores de software qual é o plano de compatibilidade.
  4. Acompanhe comunicados do ITI, Receita Federal e órgãos responsáveis por cada obrigação.
  5. Planeje testes com antecedência, sem interromper fluxos que ainda usam o modelo atual.
  6. Revise responsáveis, procurações e controles de acesso da empresa.

Ainda vale comprar ou renovar um PJ?

Em 2026, a empresa deve decidir conforme sua necessidade atual, a validade do produto e a aplicação que precisa utilizar. A mudança de 2029 não elimina automaticamente a utilidade de um certificado compatível durante o período de transição.

Antes da compra, confirme prazo, política do certificado e suporte do sistema. Este site pode receber comissão pelas compras realizadas nos links da Soluti, sem custo adicional para você.

Perguntas frequentes

Não. O cronograma oficial prevê transição até 2 de março de 2029. Enquanto isso, observe a validade e a compatibilidade da aplicação.

O ITI descreve o selo como prova de origem e integridade da pessoa jurídica, não como manifestação de vontade para firmar contrato ou acordo.

A modernização reorganiza os tipos de certificado e prevê a extinção de tipos como o A1 no fim da transição. Pessoas físicas devem acompanhar os perfis A3 e A4 e a compatibilidade dos serviços.

Fontes

ITI — perguntas frequentes da pauta modernizante
ITI — certificação digital e selo eletrônico
ITI — Resolução nº 211 e normas em vigor